terça-feira, 16 de abril de 2013

A arte de encartes de CDs de Neil Krug e Leif Podhajsky

Você já se perguntou o quanto uma capa de um CD pode ser muito importante e o quanto ela influência no estilo de uma banda? Provavelmente você já deve ter se apaixonado por alguma capa de banda preferida por ai, desejado muito poder ter a capa do CD daquela banda estampado bem gigante em sua camiseta também , e jamais ter se perguntado quem poderia ser o artista por trás de toda aquela arte fotográfica e gráfica que proporciona as melhores capas de CDsi. Selecionamos dois dos nossos fotógrafos e designers gráficos preferidos que admiramos como uma rica referência, além de se destacarem como ótimos fotógrafos também, se você é apaixonado por encartes de CDs e faz questão de ter em mãos um registro legal de suas bandas preferidas vale a pena levar em consideração a arte que esses artistas fazem justamente porque hoje em dia não compramos mais CDs, tudo se encontra fácil em nossas mãos, a era digital já tomou conta e quando menos esperamos é muito fácil fazer download de tudo, e por consequência os encartes desses grandes designers se tornam obras de arte esquecidas.

Podemos resumir o trabalho do fotografo Neil Krug em uma palavra: pscicodelia ! Saturação de cores, as sobreposições dão aquele ar de anos 70 e essas são as características mais fortes desse fotografo. A temática mais explorada por ele é o surrealismo, uma mistura de Dali combinado com uma explosão de tons quentes como o vermelho e o amarelo. O misticismo também mostra grande presença em suas obras, as luzes, a presença e foco em pontos de luz e elementos da natureza como a água e fogo. Além de ser fotografo, Neil também é diretor de vídeos, ricos em planos abertos com muitas áreas planas e cheias de mistério.  

O diretor de arte e designer gráfico  Podhajsky , explora temas como a conexão, o amor, a magia a relevância da natureza e da experiência psicodélica também. Podemos enxergar diversas técnicas gráficas como a simetria, utilização de padrões, equilíbrio e repetição. Além da diversidade de cores que acabam por se mesclar à uma mistura quase orgânica. Suas obras tem por objetivo entrar em um estado de consciência pouco explorado no mundo em que vivemos hoje, Podhajsky busca atingir essa consciência utilizando imagens da natureza representadas de maneira psicodélica. Tanto Neil Krug como Leif Podhajsky buscam despertar em suas obras um outro estado de consciência, através da psicodelia um contato com a natureza e a explosão de cores. É praticamente impossível olhar a arte de cada um deles e não ficar impressionado com suas obras.

por: Tamires Garcia e Anita Savi.


Leif Podhajsky ,Art direction, artwork and design for the new FOALS album 'HOLY FIRE', single 'MY NUMBER'.single 'LATE NIGHT'.single 'INHALER'.Original photo by Thomas Nebbia

Leif Podhajsky  , Lykke Li - Wounded Rhymes Special Edition black artwork.

First Ais Kit - THE LION'S ROAR,  Design:Trevor Tarczynski Henry  Lannan



  
Album Artwork & Photography: Neil KrugNew original artwork for Fuel Fandango's forthcoming   album   'Trece Lunas' Design by Trevor Tarczynski for Studio Destro
     


SCISSOR SISTERS - MAGIC HOUR -Album Artwork & Photography: Neil Krug , Design:Trevor Tarczynski 


TAME IMPALA - Lonerism LP artwork, creative direction and layout.


 GOO GOO DOLLS 'MAGNETIC', Album Cover Photography, Neil Krug ,Featuring Lauren Marie Young Type Design Frank Maddocks

   Leif Podhajsky  Album artwork for new LA band WHITE ARROWS 'Dry Land Is Not A Myth'

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Lollapalooza 2013



Foto: Natália Rodrigues / Tamires Garcia

Lollapalooza 2013 definitivamente foi muito mais emocionante do que o do ano passado, esse ano quase que praticamente todas as bandas que eu sempre tive muita vontade de ver tocaram e a adrenalina de sair correndo naquela areia do Jokey Clube foi muito gostosa, assim que um show se encerrava eu e minhas amigas cortávamos caminho por lá mesmo só pra não ter que sair pisando naquele lamero todo e nos empurrões daquele triplo de galera que presenciou o festival desse ano também. Ano passado fui sozinha, foi ótima a sensação também, mas só de estar com suas amigas do lado tudo fica muito mais emocionante e divertido, descolamos até uma fotinha escondida do Dan do The Black Keys que trombou com a gente enquanto eu tirava uma foto da minha amiga na Feira do Benedito que fica na Vila Madalena, o cara simplesmente  estava lá todo despercebido, se ele estivesse com óculos escuros jamais eu notaria a presença dele ali, assim que eu tirei a foto minha amiga deu de frente com ele, até pediu desculpas, e nesse desculpa foi que ela deu de cara com aquele olhão azul e olheiras fortes que ele tem, o engraçado foi ver a cara dele com aquele semblante  muito nítido...


Foto:Tamires Garcia

“ puta que pariu agora essas meninas vão me reconhecer “com aquela cara de antipatia pra gente, rsrsrsrs,  tirando a cara de antipático dele, adorei a inciativa dele de colar em uma feira de antiguidades pra comprar discos antigos sem contar que tocou no show com a mesma camisa que vimos ele na manhã de sábado huahuahua – pra que tomar banho né gente? Uhahuauhauha ... encerrando esse assunto... vamos falar sobre as bandas mais carismáticas que tocou a galera toda nesses três dias...



Chego no Jokey e já de primeira colo no palco Butantan, Of Monster and Man, foi a banda que
praticamente deu  aquele embalo inicial no festival todo, me arrepiei do começo ao fim, que som tranquilo, feliz e envolvente, me senti tão feliz ouvindo o som deles e o que mais me motivou ali foi aquela galera que é tão nova feliz de estar ali tocando pra aquele tanto de gente, o Brasil é especial né gente causa mesmo uma certa energia diferente e eu senti essa energia envolvendo eles nesse show...



Cake, caramba essa banda faz parte da minha vida des dos 12 anos, aquele vocalista tem uma presença de palco muito agradável, conversava muito com a galera toda, até que de mais , uhahuauha e assim que começou a tocar Im sick of you, you sick of me, galera acompanhou todo o embalo dele ali, e o melhor foi ele dando lição de moral naquela gente que não faz uma diferença boa na vida e só fica em casa jogando vídeo game, foi ótimo ouvir aquilo!!!!


The Killers, como o Brandon é lindo carismático e cheio de presença de palco e espirito, toda hora eu ficava me perguntando e refletindo, “Deus como é que nascem pessoas com diversas qualidades divinas em um só corpo e consegue cativar uma multidão de gente nesse mundão gigante???” Esse cara é iluminado de mais, sem mais o que dizer dele, fiquei sem folego ali e sem palavras quando ele tocou The Way It Was, essa já se tornou umas das minhas músicas preferida deles!



Two Door Cinema Club, que alegria que foi esse show, o por do sol que brilhava naquele publico todo foi lindo de se ver, e assim que tocou,  Something Good Can Work  delirei horrores, adoro a letra dessa música, era como se ela estivesse sendo tocada pra mim, me joguei aos pulos mesmo...


Franz Ferdinand – Poxa vidaaaaaaaaaa!!!!!!!! Sensacional, maravilhoso, divertidíssimo mesmo!!!!!! Pena não ter visto Alabama Shakes por ser na mesma hora que Franz, achei uma sacanagem da galera fazer aquilo, mas não me arrependi não o Franz me causou uma euforia muito boa não só em mim mas em todos ali e encerrou o show deles divinamente bem com toda aquela percussão no palco!



The Black Keys, cara , não sei se foi pelo fato de termos visto o Dan na Feira do Benedito na manhã 
de sábado e termos pegado antipatia da cara de antipático dele olhando pra gente que  achamos o show um pouco normal de mais, tocaram muitoooo bemm, mas senti falta da presença de palco que muitas bandas souberam transparecer naturalmente bem quanto a isso, eles na minha opinião não fizeram nem um pouco bem rsrsrsrs...

Foto: Tamires Garcia

Domingãooo – FOALS ,era a banda que eu mais esperava ver, senti falta de muitas músicas ótimas,mas eles se jogaram na guitarra assim que tocaram Providence e aquilo me deixou de queixo caído, arrepiei com aquele sincronia toda da banda ,fiquei bem ali na frente mesmo, precisava  ver aquilo bem de perto, achei o vocalista tão sério, mas consegui tirar uma foto dele sorrindo, essa vou até revelar!

Foto: Tamires Garcia

Kaiser Chiefs  não esperava ver tamanha insanidade divina naquele vocalista, o cara causou tão bem no palco que foi muito nítido de se ver a empolgação dele subindo naquelas torres de ferro do palco, adorei o show deles, não esperava mesmo aquela empolgação toda!!!



The Hives essa banda foi outra que me  surpreendeu horrores, chegaram todos arrumadinhos com aqueles smokings super estilosos, de repente foram controlando a platéia de uma forma inesperada, todos pulavam, eu principalmente, aquela energia foi incontrolável mesmo, e aquele vocalista fazia umas caras e bocas que me lembrava aquele protagonista do Laranja Mecânica! Uahuahuahuahu



Pearl Jam, sei que é uma banda que fez parte de umas gerações ai, massssssssss, sinto muito, acho que poderiam ter escolhido uma banda mais insana pra finalizar esse Lolla 2013, ou , eles poderiam ter selecionado uma play list mais agitada, achei o show bem morto, conheço poucas músicas também, portanto minha opinião não pode contar muito não uauauahuauau, mas fui embora mais cedo sentindo falta de um encerramento bem louco no Lollapalooza 2013, levei em conta como show de encerramento o show do The Hives, aquilo sim que é energia pra finalizar um festival grande como aquele...!!!!!!!
Foto: Tamires Garcia

Em fim, cabo deixando aquela saudade gostosa no peito, vi tanta gente bonita e diferente que vejo apenas em São Paulo, fui embora chateada, querendo muito poder fazer parte de mais um naquela população toda paulista!  ........Ano que vem tem mais Lolla e com certeza eu estarei lá  o//

Foto: Tamires Garcia


Confira o estilo da galera que colou no Lolla 2013
https://www.facebook.com/media/set/?set=a.586059364745434.1073741825.418204338197605&type=3

quarta-feira, 20 de março de 2013

O malabarista e a sua bola...

Foto: Tamires Garcia

Cabeça a quilômetros por hora, a fadiga mental te envolve, você resolve se sentar em um banco de praça porque  o ritmo que se segue tá de mais pra você seguir, você senta, coloca os fones  de ouvido e começa a sentir aquela batida gostosa de uma música que te  leva para os anos 70, a música automaticamente te deixa com aquele sentimento de total liberdade e desprendimento  com a própria vida que o cerca, e ali esta você naquele pequeno banco de praça, de longe você avista uma pessoa diferente vindo em sua direção, apesar de parecer um pouco descuidado possui bastante bom gosto no seu estilo, e ali esta você observando ele, com os seus malabares e sua pequena bola que se equilibra na ponta de seu dedo indicador e a bola gira, gira, gira, na ponta de seus dedos, aquela bola imediatamente se torna o seu mundo a sua vida  se equilibrando na ponta de seus dedos, é um equilíbrio fora do comum, qualquer deslize pode ser fatal, a bola cai, quica varias vezes no chão e sua vida se segue da mesma maneira também, se equilibrar é um desafio, desafio diante dos imprevistos, do medo, da duvida em tal escolha e por ai adiante.... os curtos minutos vão passando como os devaneios também, você levanta e vai embora  com mais certezas do que duvidas no meio daquele rodamoinho de escolhas, vai levando na mente aquela cena do malabarista como se fosse um sinal do além pra que você caminhe mais seguro e sereno na corda bamba da vida que se segue...

Tamires Garcia.





segunda-feira, 18 de março de 2013

Sarah Moon - uma fotografa fora de seu tempo


É difícil tentar resumir aqui a vida da grande fotografa  Sarah Moon, mas tentarei compartilhar com vocês brevemente o que mais me atraiu nela que tomou minha atenção de imediato graças um contato que segue o blog que por coinscidência se chama Sara também =D . ----

Antes que eu vá dizer qualquer coisa a respeito de Sarah , Sarah Moon começou como  modelo na década de 60 e nesse meio que vivia adquiriu gosto pela fotografia quando registrava o cotidiano  de  seus amigos no mundo da moda durante seu tempo livre. O interesse de Sarah  pela fotografia ia se expandindo  cada vez mais até um dia se tornar  uma lenda em sua própria vida. Já  conhecida por seus trabalhos personalizados desde os anos 70, Sarah continuou até os tempos de hoje a explorar um mundo de sua própria invenção sem repetição e também descompromissado.

Em 1970 Sarah se jogou na carreira como  fotógrafa, desenvolveu seu próprio estilo  profissional  tornando-se rapidamente conhecida e respeitada por sua visão engajada e pelo seu estilo que explorava  intensamente a presença da  suavidade ,do  romantismo e da melancólica, Sarah sempre se dedicava muito em explorar esse  mundo   imaginário que em seu consciente era   repleto  de sonhos e  fantasias fora de qualquer realidade comum e desconectada de seu  próprio tempo.



Quando o assunto envolvia retoques nas fotografias de suas modelos Sarah evitava usa-los porque achava que se ela avia captado o melhor de seu angulo e luz não seria necessário optar por retoques sendo que para ela isso seria a mesma coisa que julgar um defeito diante do físico de um pessoa, como seria também falsificar a imagem do próprio ser-humano devido a essa linguagem codificada de glamour ,sexo e purpurina impostos pelos os interesses do mundo do marketing que tira a essência verdadeira de uma boa fotografia de moda.


Ela é a primeira a admitir que, sendo bem conhecida, ela pode dar ao luxo de trabalhar de uma forma mais  sua . "Depois de todos esses anos, as pessoas me contratavam porque elas queriam a impressão que eu tinha diante das coisas. Eu sei como é difícil ganhar a vida como fotógrafa de moda, principalmente nos tempos de hoje onde o fluxo de fotógrafos é muito grande nesse setor, o mais importante é nunca deixar de acreditar em sua própria visão,  aquele que sabe parar pra  ouvir  sua própria voz interior. Isso, porém, é o que qualquer bom fotógrafo deveria  fazer. Isso, no final, é o que está em causa. Você tem que ouvir a sua própria voz, para trabalhar para si mesmo, e aceitar que você vai fazer uma grande diferença. 




No mundo fotográfico de Sarah acima de tudo  ela expõe uma visão completamente imaginária ,  onde o sobrenatural é  lindo, há presença de heroínas românicas habitando um espaço isolado diante de  paisagens ficcionais. Estas seriam  as histórias de momentos roubados, daquele "tempo morto" que já passou, como o fotógrafo coloca diante de eventos encenados. A nostalgia doce informa aquele universo mágico de Sarah, com uma presença constante de tons  monocromáticos e às vezes em tons de sépia-impressa ou vibrando com cores saturadas onde o tempo é o inimigo, e o  objetivo da fotógrafa seria o de preservar aquele momento imaginário assim como o sujeito reconhece que aquele tempo está passando e se surpreender diante de todo esse seguimento captado pela visão sonhadora de Sarah.



"Sarah admite que nunca se sentiu satisfeita diante de sua aparência física nos seus 16 anos quando   iniciou como modelo- "hoje em dia, as modelos começam a trabalhar quando elas mal completam 14 anos e você é aceito ou recusado por causa da maneira como você olha,se posiciona, seu peso e sua altura , não é fácil de lidar com toda essa pressão para essas jovens,  já as atrizes são aceitas ou recusadas pela sua personalidade e não pela sua aparência", coisa que para as pessoas parece que sempre foi mais fácil lidar com uma critica quanto a personalidade do que diante de sua aparência física.

Acima de tudo, Sarah representa uma  busca por esse momento fugaz e inesperado - a melancólica as vezes se torna  até mesmo um pouco macabra, mas nunca se afastando da presença do belo presente na beleza das pessoas . "Por uma fração de segundos, eu vejo um brilho de beleza passando", ela brinca. "Essa instância de graça que a gente vai perdendo com o tempo e que nunca mais vai acontecer de novo." 



Sarah já Assinou parcerias com campanhas de marcas de grande nomes  desde Cacharel, Dior, Chanel, Christian Lacroix,  até Comme dês Garçons entre outra também , além de editoriais para as principais revistas de moda , se tornou uma grande referência para muitos profissionais que admiram seu estilo até hoje!